Somos pedaços espalhados pelo mundo. Cada um com suas características, seus lados, seus detalhes.

Existem aqueles que nunca vão conseguir conviver. Não tem jeito.
Outros, fazem um esforço para se encaixar, apertam aqui e ali, se adaptam e vão levando assim por anos, quem sabe para sempre. E as vezes funciona mesmo, dá certo.

Agora, aquela coisa natural, do jeitinho que era para ser, a peça do encaixe perfeito… Provavelmente está lá se virando para encaixar com outra pecinha e ser feliz.

E aí, você vai mesmo ficar esperando?

Hoje não foi um dia fácil.

O céu azul da manhã de inverno, estava quente demais para a estação do ano, demais.

Ele era médico, desses bons mesmos, chefe de toda uma seção do HC. Escolheu uma companheira médica, só assim para se entenderem.

Ontem disse que estava com medo da noite.

No gramado viçoso brilhavam placas de bronze. Flores murchas e mortas se intercalavam entre as campas:”Foi melhor assim, ele tava sofrendo né?!”

O padre falou por 25 minutos. 25. Fez sua “carta de recomendação”

As pás de terra experientes tapavam com rapidez o professor doutor.

Um bebê chorou do lado, a mãe tentou calá-lo. Era calor, todos de preto, só podia ser o calor.

Todos deram as mãos e rezaram pai nosso.

Aparentemente tudo termina aonde começa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Errar é uma das melhores coisas da vida.

Quando a gente acerta, é ótimo, revigorante, uma felicidade só.

Mas quando a gente erra, a gente descobre coisas que jamais imaginaria. A gente se obriga a levantar e continuar, fechamos um caminho e partimos para o próximo. Nos forçamos a repensar e avaliar tudo, cuidadosamente, em todos os detalhes.
Errar traz um novo ângulo para a situação (nem que seja o ângulo do fundo do poço), traz novas cores para um problema (nem que seja a cor de sangue).
A cada erro, a gente cria mais calos e fecha mais o corpo para aguentar os próximos erros com ainda mais disposição.

Cada erro é um degrau para os acertos.  E quanto mais se tem coragem de tentar e de errar, mais alto vai se estar quando, finalmente, acertar.

Aos 16 já tinha passado por muito, mas agora era hora de ir.

O horizonte brilhante que a casa proporcionava a salvava todos os dias.

Os navios passando no fundo, combinando com o mar, faziam barulho de pôr do sol todos os dias, quando havia troca no porto.

Deitava-se na pedra da casa, e seguia com os olhos o astro ir para o lado poente.

O sino tocou na casa, e ela correu ansiosa pela ceia.

No jantar, a notícia. É hora de ir:

“Pra sempre?”

“Sim, agora é de vez menina!”

No outro dia o sol não apareceu, nem os navios.

Desceu as escadas feitas no barro, segurando a única lembrança daquele tempo na mão direita. A mão esquerda encostada no muro que cercava a casa descia no mesmo ritmo dos pés.

A lágrima foi inevitável. Mas foi uma só. Mas foi densa, e rolou difícil.

Entrou no carro e decidiu não olhar para trás, nem para o horizonte, só quis viver o agora.

 

Me falta amor, e me sobra amar.
Tenho vontades de sobra, mas me falta vontade.
O que me falta de paciência, me sobra em tempo.
Se há sorrisos demais, há felicidade de menos.
O que sobra de corpo, falta de alma.
A falta de luz transborda escuridão

Uma conta que sempre acaba no negativo.
(Mas dizem que dois negativos viram positivos. Aguardo ansiosamente)

Hi. I’m a highly-functional piece of shit. Well, that’s what I was, now you can call me just shit.

I was happy once. Now, I think happiness just ain’t worth the price. It seems the merrier you feel, the worse you’re gonna get when it’s over.
It seems the people you trust and love most are the ones who are going to make you fall the hardest.

I can deal with lots of thing. I can’t deal with being lied to, can’t deal with dishonesty. I rather accepting lack of love than hearing empty love promises. At least, the first one I can respect.
Love is not something that wears off in a month. If it does, it’s not love. Or it was, just on my side.

Right now, I wish I was 14 again.
The 14 year old me had guts, I don’t. I can’t end this anymore. The 14 year old me made a promise that she couldn’t keep, to take care of herself and to try harder to be better.
Now, I’m the one here, suffering because of a stupid mistake I made 15 years ago.

Now, all there’s left is this mess, and I can’t fix this.
I can’t even pretend to function, like I did for so long.

I’m just left here, wondering: will it ever end?

Depois de sofrer muito nessa vida, me entregar demais, me jogar demais, amar demais, decidi:

Preciso de uma casca mais forte.

Assim, quem sabe, eu consigo impedir as pessoas de saírem da minha vida e me deixar sozinha aqui.